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19 novembro 2019

Pessoa com deficiência - Dica de filme - Como eu era antes de você.



No filme COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ, um jovem muito rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) levava uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais e mulheres bonitas até que um dia de chuva foi atropelado por uma moto ao atravessar a rua.
O acidente o deixa tetraplégico, passando a viver em uma cadeira de rodas. Não suportando a situação o rapaz fica depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance).
Louisa Clark (Emilia Clarke), uma moça de origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida é contratada como cuidadora de Will, a garota faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele e a transformação acontece no casal.
Por mais que pareça que o filme trata da situação do de Will, na minha opinião a grande estrela do longa é a personagem Lou que representa uma parcela de pessoas raras que tratam os diferente sem preconceito de forma natural.
Ótimo filme, eu indico.

20 outubro 2019

Dica de filme com Pessoa com Deficiência - O Homem nas Trevas - NetFlix


Você vai adorar esta dica de filme, em que, o personagem principal é cego e surpreende a todos.
O Homem nas trevas é um ótimo filme cheio de surpresas.

28 agosto 2019

Dica de filme com pessoa com deficiência - The Fundamentals of Caring


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Nós temos o costume de reclamar de forma constante e colocar defeitos durante nosso cotidiano. Daí, esquecemos as coisas simples da vida, um simples sorriso, uma boa conversa ou um ombro amigo. Existem filmes que acendem uma luz em nossa mente e nos fazem repensar sobre a vida. O mais recente exemplo de gênero é The Fundamentals of Caring, adaptação da Netflix de The Revised Fundamentals of Caregiving, de Jonathan Evison.
Dirigido por Rob Burnett, a dramédia é inspirada em uma experiência vivida pelo próprio escritor com um adolescente chamado Case Levenson. No longa, Benjamin (Paul Rudd) é um escritor que encerra temporariamente seu trabalho depois de sofrer uma tragédia pessoal. Recluso, ele decide ocupar o tempo em um curso para cuidar de pessoas com deficiência física. Logo, ele se torna o cuidador de Trevor Conklin (Craig Roberts), um jovem de 18 anos que sofre de distrofia muscular. Depois de muitas trocas de farpas, a relação entre os dois se torna mais próxima e um aprendizado para cada um.
Exibido durante o Festival de Sundance, o diretor Rob Burnett disse que “nunca é preciso representar a tragédia, está sempre lá”. A frase se encaixa na personalidade de Benjamin e Trevor. Os dois sofrem um certo tipo de paralisia. Benjamin sobre uma paralisia psicológica depois do trauma pessoal que sofreu e, claramente não consegue seguir adiante, largando seu trabalho de escritor. Enquanto isso, Trevor sofre com a paralisia física, o impossibilitando de conhecer lugares dos quais gostaria de ir como o buraco mais profundo do mundo. Ao decorrer da história, percebemos o quanto as experiências trágicas de cada um são importantes para amadurecerem.
Seguindo o estilo road movie, é essencial que haja uma sintonia entre os protagonistas. Paul Rudd e Craig Roberts desempenham atuações soberbas. Rudd possui um carisma ímpar, e Roberts consegue transmitir todo o rancor adormecido de Trevor. A cantora Selena Gomez faz uma participação pontual no longa vivendo uma garota sem rumo, que encontra por acaso os dois rapazes na estrada. Ela desempenha uma relação com Trevor, que poderia soar brega. Mas ali, há a descoberta do amor de uma forma simples, singela e bela. The Fundamentals of Caring é uma drama indispensável para os assinantes da Netflix, que emociona e deixa uma incrível lição ao final.
O longa está disponível desde o dia 24 de junho no serviço de streaming.

19 agosto 2019

Dicas de Filme com pessoa com deficiência - Bird Box







No início da trama, a protagonista está em estado de apatia. Recém-separada do marido, grávida de um bebê indesejado, pintando quadros sombrios que não são terminados, Malorie (Sandra Bullock) verbaliza a intenção de nunca mais sair do seu apartamento, porque se sente segura ali. Ela não é muito diferente do passarinho preso em uma gaiola - uma metáfora bem clara, e óbvia, do aprisionamento. A única coisa que a faria sair do estado quase catatônico seria uma tragédia de grandes proporções, e é exatamente isso que o roteiro lhe fornece. De repente, as pessoas começam a cometer suicídio em massa pelo mundo inteiro.
A diretora Susanne Bier, acostumada aos melodramas, e o roteirista Eric Heisserer, um veterano dos filmes de terror, não se interessam muito à origem da epidemia. Espécie de filme de zumbis sem zumbis, Bird Box reproduz a lógica da contaminação repentina e espetacular, das mortes pelas ruas, do caos na sociedade, da busca por comida, água e tranquilidade num contexto pós-apocalíptico. As cenas de catástrofe são visualmente impactantes, ainda que curtas demais. De mesmo modo, os sobreviventes de uma casa vizinha deduzem com uma facilidade inverossímil que o perigo se encontra em olhar tal presença invisível (razão pela qual precisam vendar os olhos em espaços abertos), e não se preocupam em investigar a origem do problema.



Filmes de contágio costumam dedicar um tempo considerável às causas da crise mundial e à restauração do problema - geralmente passando pela conciliação entre familiares, a união entre opostos, a superação de divergências e oposições. Este suspense, no entanto, não possui as mesmas pretensões. Malorie precisa salvar a si mesma e ao bebê, ponto final. Ela não se preocupa com familiares, com pessoas amadas, com o retorno da ordem. O roteiro se apropria de um subgênero tipicamente social para destitui-lo do aspecto comunitário e privilegiar a sobrevivência através do individualismo. É curioso perceber que os heróis corajosos são mortos, enquanto os egoístas conquistam a fuga.
Focando-se na protagonista e nas crianças, o filme acaba por justapor escolhas interessantes a recursos gastos. Por um lado, a ideia da claustrofobia a céu aberto, em paisagens belas e pacíficas - a dificuldade de remar com os olhos fechados, ou explorar uma floresta sem vê-la - provoca bons momentos de tensão, combinados com imagens subjetivas do olhar parcialmente bloqueado pelas vendas. Por outro lado, a trama abusa de clichês de fragilidade pessoal - vide a dupla gravidez com possibilidade de partos simultâneos, a necessidade de cuidar de criancinhas indefesas, a fácil traição de um dos membros do grupo devido à imprudência dos demais.
Bird Box funciona como um bom exercício de gênero, marcado por imagens plasticamente interessantes da protagonista na natureza. É curioso, no entanto, que o roteiro se recuse a confrontá-la a perigos básicos como a fome, sede e frio. A montagem se atrapalha um tanto no despertar da epidemia (vide as imagens mal agenciadas da personagem de Sarah Paulson), mas em seguida, a alternância entre o passado e o presente constrói um quebra-cabeça diante do qual o espectador é convidado a completar as peças, uma por uma, para então descobrir o quadro inteiro. Por que Malorie está remando com as crianças? Onde estão os outros que a acompanhavam? De que servem, afinal, os pássaros? A narrativa responde calmamente a cada uma dessas respostas, esclarecendo-se por completo apenas no final.
Os momentos mais fortes são aqueles em que se explora a dualidade entre segurança e liberdade: até que ponto você está disposto a abrir mão de sua liberdade para se sentir seguro? Você viveria preso num lugar, sem ter contato com outras pessoas, com os olhos constantemente vendados, ou se arriscaria pelas ruas, podendo ser morto? Muitas conversas entre a protagonista e Tom (Trevante Rhodes) investem nesta importante dicotomia - uma das mais questões essenciais dos nossos tempos, cuja contemporaneidade é acentuada por referências a Donald Trump (“Make the end of the world great again!”, brinca o personagem de John Malkovich). Os coadjuvantes são um tanto rasos, e isso inclui as crianças, excepcionalmente bem comportadas e desprovidas de traços de personalidade ou vontades próprias.
Neste sentido, outra produção de gênero recente, que também privava os personagens de um de seus sentido, se saía muito melhor: em Um Lugar Silencioso, cada membro da família possuía uma personalidade e um ponto de vista distintos, além de investir em imagens devidamente catárticas para a canalização do conflito. No caso de Bird Box, as cenas mais explosivas ocorrem no início, cedendo espaço a uma tensão constante, porém linear e sem muitas válvulas de escape.
Atenção: possíveis spoilers a seguir!
A carinhosa conclusão privilegia o drama ao terror, e prefere enxergar o resto da humanidade com um pouco de otimismo. Talvez não se trate do recurso mais original, e a solução tampouco sugere alguma melhoria no futuro mundial, mas estamos falando de um projeto individualista, certo? Quando Malorie se acalma, o filme se acalma também, e não vê necessidade de seguir adiante. A direção transforma uma catástrofe global num evento íntimo, um impulso para a mulher triste superar seu trauma, se reconciliar com o instinto materno e encontrar a felicidade. Talvez alguns bilhões de seres humanos sejam sacrificados pelo caminho, mas não se faz uma limonada sem espremer alguns limões, certo? Pelo sorriso final de Sandra Bullock e pela sensação de paz explorados pelo enquadramento e pelo som, o martírio valeu a pena.

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