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16 fevereiro 2012

Tetraplégica fica sem comer até a morte


ARTISTA TETRAPLÉGICA FICA SEM COMER ATÉ A MORTE E ESCREVE: JÁ SOFRI O SUFICIENTE

Christine Szymanski passou a pintar com a boca após quebrar o pescoço num mergulho na piscina

Christine Szymanski passou a pintar com a boca após quebrar o pescoço num mergulho na piscina Foto: Reprodução
Luã Marinatto - Expresso
Aos 25 anos, Christine Szymanski era uma professora de artes que fazia planos de casar com o namorado num futuro próximo. Tudo mudou com um simples mergulho mal-sucedido na piscina, que a deixou tetraplégica em 2005. Coube ao noivo da moça, o músico Jimmy Morganti, a tarefa de resgastá-la do fundo das águas, já com o pescoço quebrado. Seis anos mais tarde, cansada de lidar com os problemas de sua limitação, Christine decidiu dar fim a própria vida.
Antes disso, a americana de East Brunswick, no estado de Nova Jersey, emocionou os amigos e a família pela superação. Christine aprendeu a pintar quadros usando a boca e exibiu sua arte em várias partes dos Estados Unidos. Além disso, na esperança de encontrar uma cura para o seu problema, se tornou uma ativista a favor das pesquisas com células-tronco.
- Eu estava em negação ao menos durante o primeiro ano, pensando que minha força de vontade seria o suficiente para curar-me. Minha ignorância me causou muito sofrimento. É por isso que eu acho importante dividir a minha história - escreveu Christine em seu blog, "Life Paralyzed" (o texto foi publicado dias após a sua morte).
Um dos quadro pintados por Christine, que também mantinha um blog
Um dos quadro pintados por Christine, que também mantinha um blog Foto: Reprodução
Jimmy se separou de Christine algum tempo depois do acidente. Eles chegaram a tentar, sem sucesso, reatar a relação. Mesmo assim, a amizade permaneceu, e foi o antigo companheiro que a ajudou a redigir um e-book (livro virtual) com sua autobiografia. A obra já pode ser comprada pela internet e será disponibilizada para tablets e e-readers em breve.
- De certa forma, minha vida acabou no dia daquele acidente também. Eu sempre fui loucamente apaixonado por ela e continuo sendo - contou Jimmy ao site "New Jersey.com".
Quando desistiu de lutar, Christine informou-se sobre as legislações referentes ao tema. Ela chegou a pensar em mudar-se para um estado que permitisse o suicídio assistido. A americana fez duas avaliações psicólogicas, consultou-se com diversos médicos e visitou advogados. No fim das contas, com a aprovação de quase toda a família (apenas uma tia era contra), a moça parou de se alimentar e medicar até a morte, num processo que durou dois meses (seis semanas a mais do que o planejado). Ela faleceu em 1º de dezembro de 2011.
- Eu estava contigo no dia em que você veio ao mundo, e também vou estar com você quando deixá-lo - prometera a mãe, Louise Ruoff, que acompanhou o último suspiro da filha.
Jimmy Morganti e Christine continuaram amigos após o término, e o ex-namorado a ajudou a escrever uma autobiografia
Jimmy Morganti e Christine continuaram amigos após o término, e o ex-namorado a ajudou a escrever uma autobiografia Foto: Reprodução
Em setembro, já determinada a não prolongar seu sofrimento, Christine pagou por um período de férias na Disney com Jimmy, a mãe e a irmã, Kati. Muito doente, ela praticamente não deixou o quarto do hotel.
- Eu me faço a pergunta: Será que realmente vale a pena viver? Não pelas razões de qualquer outra pessoa, ou por qualquer outra pessoa em si, mas por mim. Eu já sofri o suficiente. Cheguei a um ponto que penso se eu não estaria só prolongando minha própria dor - afirma Christine, em outro trecho do seu blog.
Nascida no Dia da Independência dos Estados Unidos, 4 de julho, a americana fez um último pedido: ter as cinzas queimadas, misturadas a fogos de artíficio e disparadas na fronteira do estado de Nova Jersey com o da Pensilvânia no feriado deste ano, quando completaria 32 anos.
- Pela lei, eu não sei se posso fazer isso. Mas eu vou tentar - garante Louise Ruoff.


Leia mais: extra.globo.com

18 julho 2011

CAMPANHA " USE A CABEÇA, MERGULHE DE PÉ "

Uma intensa movimentação marca na manhã deste sábado, 16, o lançamento da 3ª Edição da campanha “Use a cabeça, mergulhe de Pé!”, promovida pelo Instituto Mover no Parque Vaca Brava, em Goiânia.
O Gabinete de Gestão de Interlocução com os Movimentos Sociais esteve presente reforçando a parceria entre o órgão do Governo de Goiás e a entidade, que irá gerar novas campanhas em temas voltados a prevenção da saúde da população.
A 3ª Edição da campanha “Use a cabeça, mergulhe de Pé!” é parte do Programa de Prevenção a Lesão Medular, por Mergulho em Água Rasa. O objetivo é orientar banhistas principalmente na temporada de férias a mergulhar em rios, lagos e piscinas de forma correta e que não causem problemas de lesões permanentes na coluna.
“O mergulho em água rasa é a quarta causa de lesão medular no país, mas passa a ser a segunda durante as férias”, ressaltou Rejane Duarte, coordenadora do Instituto Mover, acrescentando que “a cada semana, cerca de dez pessoas ficam paraplégicas ou tetraplégicas ao bater a cabeça durante mergulhos”. A campanha conta com o apoio de diversos órgãos e entidades, entre eles o Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás. A campanha conta com apresentação de vídeos educativos, planfletagem e através da página www.mover.org.br/mergulho
Outra campanha encabeçada pelo Instituto Mover é referente a diminuição das mortes em decorrência do AVC e a inclusão na rede de saúde pública do medicamento RT-PA (Actilyse), que se aplicado em até 3 horas aumenta muito as chances de recuperação do paciente de AVC isquêmico. A campanha 1 Em 6 que alerta que de cada 6 pessoas no mundo 1 terá AVC na vida. O dia 29 de outubro é considerado o dia Mundial do AVC.
Histórico – O Instituto Mover é uma pessoa Jurídica de direito privado sem fims econômicos / lucrativos, constituída como associação, com autonomia administrativa, patrimonial e econômica.
Tem por finalidade, a Prevenção e Proteção da Saúde Pública, notadamente com o intuito de contribuir com a redução da morbi-mortabilidade, por acidentes ou doenças que possam levar a pessoa a morte ou a uma deficiência física.
Buscando atingir seus objetivos, realiza Campanhas Informativas sobre temas que geralmente não são objetos de políticas públicas voltadas a Prevenção.
O idealizador deste instituto, Romulo Agusto, sofreu um acidente com mergulho em água rasa, (mergulhando no Rio Claro – Interior de Goiás), a cinco anos atrás e permaneceu por alguns meses em estado de tetraplegia.
Os Médicos que o atenderam, realizaram a cirurgia reconstituindo as vértebras esmagadas em seu pescoço, consideram que a recuperação de seus movimentos após internação nos hospitais de reabilitação CRER-GO e Sarah-DF, se deve ao fato de o resgate ter sido efetuado corretamente mesmo sem recursos locais nem profissionais qualificados.
Ele Tinha lido o livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva, e feito um curso de primeiros socorros(de um mês), tendo conhecimento do acidente que acometeu o autor a tetraplegia, assim conhecendo um pouco sobre a lesão medular que sofreu, conseguiu ditar as regras do seu próprio resgate, mesmo estando a 200km de Goiânia, sem estrutura e recursos.
Quando bateu a cabeça em um banco de areia e flutuou na água sem sentir os movimentos de pernas e um braço, perdeu também um pouco do tom de voz, então não conseguia gritar para pedir socorro, seus amigos e familiares que se divertiam com as crianças há alguns metros pensaram que era brincadeira um homem de quase dois metros de altura, que sabe nadar, permanecer flutuando em um local relativamente raso.
Para que o fim desta história não fosse trágico, ele chamou as pessoas, que ainda quase agravaram a situação querendo pular sobre ele (achando que era uma brincadeira), e pediu para que encontrasem uma tábua para retira-lo daquele lugar isolado sem mover sua coluna e pescoço.
Assim fizeram, improvisaram uma tábua, cordas e bonés para imobilizá-lo, o colocaram no barco e seguiram em busca de um socorro especializado. Como no local não tinha equipes qualificadas de resgate, conseguiram uma ambulância na pequena cidade local, e pediram para que o motorista seguise a Goiânia, evitando por passar por buracos e frenagens bruscas.
Ao chegar no hospital, lembrou as pessoas que necessitavam de um colar cervical para ser removido da ambulância, e foi direcionado aos exames e processo cirúrgico que reconstituiria suas vértebras.
A fundação deste instituto teve como principal objetivo, levar informações a toda sociedade sobre os riscos de lesão medular, presentes em um simples mergulho, assim como alertar a população sobre outros riscos que podem ser evitados com conhecimentos de prevenção.
Fonte: Instituto Mover

EU VI NO: SER LESADO

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