06 novembro 2013

Entidade de São José dos Campos - SP que atende pessoas com deficiência visual vai participar da Expo Socioambiental.




O projeto "Pró Recicla - capacitação e inclusão profissional de pessoas com deficiência visual - oficina de reciclagem de papel" desenvolvido pelo Centro de Reabilitação Visual -PRÓVISÃO desde 2009 foi selecionado pela empresa Petrobrás para participar da Expo Socioambiental Desenvolvimento Sustentável e Promoção de Direitos, na cidade do Rio de Janeiro, do dia 05 a 08 de novembro. VEJA MAIS









02 novembro 2013

Tudo que você deseja se tornará realidade !!!

Cada dia que se passa eu estou mais convicto do poder da Lei da Atração, muitas coisas que eu desejei estão acontecendo em minha vida  e quando acontecem eu penso: ''''Poxa eu desejei isso no passado''''', muitas vezes as pessoas acham que é difícil ou impossível as coisas mas, se você não desejar fortemente nunca vai acontecer, por isso se você quer algo deseje como se já estivesse acontecendo, imagine-se beijando aquela pessoa que você deseja, dirigindo o carro que quer, morando na casa dos seus sonhos, viajando para os lugares que você quer conhecer, imagine-se fazendo aquilo que você gostaria que acontecesse e tudo que você deseja se tornará realidade !!!

28 outubro 2013

GOVERNO DE SÃO PAULO AGINDO PARA ACABAR COM A VIOLÊNCIA CONTRA AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

A violência contra pessoas com deficiência na mira do Governo do Estado de São Paulo

Nos últimos dois anos, foram registradas oficialmente mais de 1.200 ocorrências desse tipo. Medo, problemas de mobilidade e de comunicação, a proximidade e até dependência em relação ao agressor podem impedir que muitos outrs casos venham à tona.
Comissão se forma e se reúne para combater a violência
A partir desta sexta-feira (25/10), seis secretarias de Estado, Ministério Público e Defensoria começam a executar o Programa Estadual de Prevenção e Combate à Violência contra Pessoas com Deficiência. O objetivo é ampliar a notificação desses casos, capacitar agentes públicos, organizar uma rede de proteção e prevenção, além de oferecer atendimento a vítimas, familiares e agressores.

As 23 ações que integram o Programa foram definidas ao longo de cinco meses por especialistas e posteriormente submetidas a consulta pública. As 14h desta sexta-feira foi empossada a Comissão de Acompanhamento e Monitoramento, que indicará a forma e os prazos para que cada uma das ações entrem em vigor. A Comissão é coordenada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e é formada por representantes das Secretarias Estaduais da Saúde, do Desenvolvimento Social, da Segurança Pública, da Educação, e da Justiça e da Defesa da Cidadania, além da Defensoria Pública e o Ministério Público do Estado de São Paulo.

Para a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, é difícil combater um inimigo, triste ver a sociedade ainda vivendo questões como essa. “O Programa nos dá a oportunidade de refletir sobre esses eventos, sobre esses dados, ainda que haja a dificuldade que as vítimas têm para efetuar a denúncia. Além dos problemas de mobilidade, o que é significativo para pessoas com deficiência motora e visual, muitas vítimas enfrentam dificuldades para se fazer entender, como no caso dos surdos, pessoas com paralisia cerebral e deficiência intelectual”.

A Secretária destacou, ainda, que este comportamento, que hoje mapeamos e medimos, talvez seja hoje menos frequente, mas com muito mais visibilidade. “Dentro desse processo, dentro dessa expectativa de avanços no processo civilizatório, entendemos a violência de uma maneira cada vez mais ampla e aquilo que era até permitido, socialmente aceito, hoje registramos como violência, seja física, seja pela negligência, sejam as diferentes formas como a violência aparece no nosso cotidiano”. E acrescenta: “Sabemos que a violência é uma condição quase que repetitiva entre pessoas, e que está sendo cada vez mais compreendida enquanto violência, e cada vez não se aceita mais nenhuma forma de violência. A sociedade realmente não aceita mais nenhuma forma de violência, nenhuma forma de submissão”, frisou. CONTINUE LENDO...

25 outubro 2013

Jovem busca tratamento há 2 anos para doença rara que afeta perna.

Uma jovem de Santa Clara do Sul, município de 5,7 mil habitantes na região do Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, tenta há mais de dois anos conseguir tratamento para uma doença rara no sistema público de saúde. Paula Eckhardt, de 23 anos, é portadora da síndrome de Klippel-Trénaunay-Weber, ainda considerada incurável pela medicina, mas que pode ser controlada.
“Os médicos disseram que uma doença muito rara, que altera as ramificações das veias e artérias”, conta ao G1 a jovem, que ainda não conseguiu tratamento para seu caso.
Desde que nasceu, ela convive com a enfermidade, que no caso dela afeta a perna direita, 2,75 centímetros maior e mais pesada que a esquerda, em função da hipertrofia. Durante anos, ela buscou tratamento para a doença, mas esbarrou na falta de especialistas habilitados e de recursos financeiros.
Segundo o relato da jovem, aos 14 anos de idade ela pediu para a família desistir de procurar tratamento, depois de percorrer vários hospitais e clínicas no Rio Grande do Sul e até de outros estados. Em 2011, no entanto, a doença começou a se agravar e ela decidiu buscar ajuda novamente.
Paula Eckhardt doença rara santa clara do sul (Foto: Arquivo Pessoal)
Paula diz que especialista de São Paulo é um dos

únicos do país a ter sucesso no tratamento

da doença (Foto: Arquivo Pessoal)
“Foi uma longa caminhada, até que acabei me aceitando assim. Mas com os problemas na coluna se agravando e as feridas abrindo na minha perna, tive que retornar à busca”, explica a jovem, que sofre de dores na região lombar em função da doença.
No fim de 2011, após uma consulta com um médico em Porto Alegre,  foi encaminhada para um profissional em São Paulo, especialista no tratamento dessa doença. A consulta foi feita em fevereiro de 2013 e resultou em um prognóstico de tratamento positivo. A maior dificuldade para Paula seria cobrir os custos do tratamento.
“Só o exame necessário para iniciar é R$ 17 mil. Depois há despesas com o restante o tratamento, o que é incerto, além das viagens e estadia em São Paulo. Minha família não tem condições de cobrir esses custos”, diz a jovem, que trabalha em um hospital deLajeado.  
Paula então procurou a Secretaria de Saúde de Santa Clara do Sul. Ele conta que apresentou diversos laudos médicos e todos os documentos solicitados pelo órgão, mas nunca obteve resposta sobre a possibilidade de tratamento. Ela diz que, em uma das visitas, ouviu da secretária que o município, de pequeno porte, não teria condições de arcar com os custos.
Alguns meses depois, o caso foi repassado à 6ª Coordenadoria Regional de Saúde (6ª CRS), vinculada à secretaria estadual, com sede em Lajeado. Em junho, ele diz que foi informada pelo órgão que seria encaminhada para tratamento no Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, mas até agora nada foi feito.
“Cheguei a fazer uma rifa do meu carro, mas o ganhador não quis ficar com ele e acabei vendendo. Com isso, só consegui dinheiro para custear o exame inicial, mas não o restante do tratamento em São Paulo”, lamenta a jovem.
Procurada pelo G1, a secretária de Saúde de Santa Clara do Sul, Iara Cristina Kohlrausch, diz que o caso de Paula é de alta complexidade e compete ao estado fazer o tratamento. Ela afirma que um processo foi aberto junto à Secretaria Estadual de Saúde.
“Semanalmente, entro em contato com o central para ver com está essa situação. Estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance. Se dependesse de nós, essa paciente já teria feito tratamento há muito tempo”, diz Iara.
O coordenador da 6ª CRS, José Harry Saraiva Dias, diz que Paula foi cadastrada na Central Estadual de Regulação Ambulatorial, responsável pelo gerenciamento dos procedimentos agendados pelo SUS no estado, em 16 de abril de 2012. Ele salienta que ela deverá ser atendida em um hospital-escola do estado, habilitado para esse tipo de tratamento.


"Essa paciente está cadastrada com prioridade um, a mais alta. Infelizmente, ainda não há oferta de tratamento para o caso dela. Ela pode achar que está desamparada por causa da demora, mas o caso está sendo encaminhado", afirma Dias.
Para saber como ajudar, basta enviar um e-mail para a jovem pelo endereço: eckhardt.paula@hotmail.com

23 outubro 2013

HANDGRINOS - DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS PARA O MUNDO

Foto: Capa da revista reação com a imagem dos handgrinos.

OS HANDGRINOS EVANDRO BONOCCHI, JOSIMAR SENA E TODA A EQUIPE JÁ FORAM NOTICIA NO FANTÁSTICO E ESTA SEMANA MATÉRIA DE CAPA NA REVISTA REAÇÃO, TUDO PORQUE ELES ESTÃO FAZENDO A DIFERENÇA MUNDO A FORA E MOSTRANDO QUE QUANDO SE DESEJA SE REALIZA, DEVEMOS SEMPRE NOS ESPELHARMOS EM QUEM CONSEGUIU E ESSES "MENINOS" SÃO UM ÓTIMO EXEMPLO A SER SEGUIDO.

Carro oficial na vaga exclusiva para pessoas com deficiência - Mau Caratismo...

A RESOLUÇÃO 304 DE 18 DE DEZEMBRO DE 2008, dispõe sobre as vagas de estacionamento destinadas exclusivamente a veículos que transportem pessoas portadoras de deficiência e com dificuldade de locomoção, ela diz que para utilizar destas vagas os veículos devem estarem devidamente identificados com o uma credencial que tem seu modelo previsto no Anexo II da Resolução com validade em todo o território nacional.

Esta questão do estacionamento é muito emblemática se simbólica para o seguimento das pessoas com deficiência porque através do comportamento daqueles que não precisam e mesmo assim utilizam podemos perceber o quanto ainda é grande o desrespeito com as pessoas com deficiência no nosso Pais, basta darmos uma voltinha nas ruas das grandes cidades e estacionamentos de supermercado e shopping para flagrarmos infratores, nas redes sociais e sites encontramos varias denuncias fotográficas e relatos de pessoas inconformadas com a situação, eu mesmo fiz um vídeo e postei no meu canal do youtube porem o que mais nos deixa indignados e totalmente inconformados é quando o desrespeito vem daqueles que deveriam garantir a ordem e a observância da Lei, as autoridades.

Neste post estou divulgando algumas fotos que encontrei na rede que envergonham corporações e preocupa a população porque se uma pessoa vestida da autoridade que o cargo lhe confere é capaz de desrespeitar aqueles que deviam proteger e fazem isso as vistas de todos imaginem o que não fazem além.


Foto: Carro da CET na vaga reservada.

Foto: Carro da policia na vaga reservada.

Foto: Carro da policia civil na vaga reservada.

Foto: Carro da policia civil na vaga reservada.

Foto: Carro do governo federal na vaga reservada.

Foto: Carro da prefeitura do Rio na vaga reservada.

Foto: Carro do governo do Paraná na vaga reservada.

Foto: Carro oficial na vaga reservada.

Foto: Carro da policia civil na vaga reservada.

Foto: Carro do Governo Federal na vaga reservada.

Foto: Carro oficial na vaga reservada.

Foto: Carro da policia civil na vaga reservada.

15 outubro 2013

DIA DO PROFESSOR

Foto: Professora Maria Gorete ensinando Braille na instituição PRÓVISÃO
Frase: Ensinar, faz parte de todos oficios...

Na China todos devem se curvar diante do imperador com exceção do Professor porque os Chineses dizem que se não existisse Professor não Existiria Imperador.
Mais um proverbio entre tantos orientais que nos ensina muito, é preciso valorizarmos os Professores pois ele nos da o que mais valioso podemos ter, CONHECIMENTO e sem CONHECIMENTO tudo se torna mais difícil, infelizmente o Brasil não trata os professores com o respeito e valor que eles tem e quem é Professor no nosso País o faz por amor ao oficio.
Tantos Professores se dedicam intensamente para que os alunos evoluam no conhecimento e aprendizagem, tornando-se cidadãos capazes de tomarem decisões por si próprio.
Os Professores da Educação Especial com menos recurso e reconhecimento ainda, fazem verdadeiros milagres em sala de aula, confeccionando materiais didáticos, criando métodos e formas de extrair o máximo da capacidade de seus alunos em evoluírem no conhecimento propiciando autonomia e independência aos aprendizes.
Se você encontrar um Professor diga MUITO OBRIGADO, mas, não porque hoje é o dia do Professor e sim porque ele realmente é importante em nossas vidas e por isso não devemos agradecer apenas hoje mas, sempre.

12 outubro 2013

DIA DAS CRIANÇAS

Criança é um ser puro que consegue amar e odiar qualquer um com a mesma intensidade que ama ou odeia qualquer um, não existem diferenças que separam duas crianças quando realmente são amigos, adaptam as brincadeiras para garantirem que todos possam brincar, buscam formas alternativas de comunicação a fim de que todos se entendam e não tem interesses pelo que o outro possa dar e sim ao que o outro possa ser.
Quando se é criança parece que o tempo dura mais, as pessoas são mais sinceras e a maldade e malicia são amenizadas pela vontade de brincar de viver.
Os adultos deveriam prestar mais atenção nas suas crianças, vejam como elas tratam a diversidade de forma tão curiosa que arriscam tudo por uma aproximação e por mais diferente que seja o próximo sempre estão dispostas a quebrar a barreira da primeira impressão eliminando todo preconceito e discriminação.

08 outubro 2013

A VIDA QUE VOCÊ ESCOLHEU


Texto, direção e fotografia // RENATO CABRAL
Locução // LEANDRO SOSI
Trilha sonora original e mixagem // MAURÍCIO WINCKLER
Composição dos arranjos de cordas // GIORDANO PAGOTTI 
Gravação cordas // RODRIGO NEPOMUCENO
Gravação locução // PAULO MENEZES
Masterização // BETO ROSA
Stead Cam e Slide // JOÃO MOTTA
Montagem // LUIS FELIPE PIMENTA
Edição e Finalização // FABRICIO SASSIOTO
Músicos // Maurício Winckler (violão, mandolin, banjo); Mara Paula (vocal); Thiago Calegari (baixo); Giovani Longo (percursão); Liliane Dias (violino); Bryan Marvean (violino); Gabriel Gonçalves (violoncelo); Brunno Thayer (violoncelo).
Tradução // LIVIA FERNANDES
Agradecimentos: Lara Stoque; Maria Bastos; Karoline Cordeiro; Alexandre Viera; Zagaia; Paula Bernardes;

30 setembro 2013

Brasileiro ganha convite e vaga nos Jogos em modalidade o cross country para disputar as Paralimpíadas de Sochi, na Rússia, em 2014.

Fernando Aranha esqui no asfalto (Foto: Arquivo Pessoal)

Fernando Aranha treina esqui cross country no asfalto de um estacionamento em SP (Foto: Arquivo Pessoal)
Fernando conheceu o esqui cross country apenas no ano passado, quando procurava por exercícios que ajudassem na preparação dos esportes que já praticava. Longe de ser fã de musculação, queria uma atividade que desenvolvesse alguns dos movimentos que utiliza na natação, mas que fosse menos monótona do que as desempenhadas em uma academia. No campus da USP onde costuma treinar para as competições de triatlo, o paulista conheceu alguns atletas que, sem por restrições financeiras, improvisam e treinam esqui nórdico na rua.
O interesse de Fernando coincidiu com uma oportunidade. Tanto o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) quanto a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) buscavam atletas abertos ao desafio de representar o Brasil, pela primeira vez, nos Jogos Olímpicos de Inverno. Ele foi recrutado, assim como André Cintra, garantido na competição no snowboard.
- Eu os procurei com o intuito de saber mais sobre o trabalho com o bastão, que eu via como uma possibilidade para incrementar meus treinamentos de força, principalmente para a natação. Há um tempo, em uma conversa com o Fernando Fernandes (ex-BBB tetracampeão mundial de paracanoagem), comentei que, se fizesse um esporte de neve, seria o esqui cross country por ter esse trabalho de resistência, tempo de prova e sensibilidade que se parecem mais com o meu treinamento, já que eu não poderia ter provas conflitantes. Aparentemente ele citou meu nome em uma conversa com os comitês, e surgiu esta oportunidade. Para mim foi um monte de coincidências legais.
Fernando Aranha esqui cross country (Foto: Arquivo Pessoal)
As primeiras lições na neve foram na Suécia, no
ano passado (Foto: Arquivo Pessoal)
O primeiro contato com a modalidade foi durante um camping com a equipe sueca de esqui cross country adaptado, em novembro de 2012, em Östersund. A estreia em competições ocorreu na Finlândia, e a parada mais recente para treinos na neve foi em Ushuaia, na Argentina. Como trabalha em uma produtora de vídeos e depende do apoio das confederações para custear os períodos de treino no exterior, Fernando improvisa entre os carros no estacionamento da USP.
Além da superfície, o paulista precisa modificar quase todo o material para a prática do esporte. Os bastões são os mesmos utilizados na neve, mas as pontas do objeto, que entram em contato com o solo, são mais resistentes. Para substituir o sit ski, Fernando adaptou sua cadeira de rodas. Ganhou maior segurança para os treinos em São Paulo, mas não consegue simular alguns dos desafios que enfrentaria em uma prova real. Em meio ao trânsito, os obstáculos são outros.
- A grande dificuldade técnica é poder treinar o controle nas descidas, já que o esqui desestabilizaria para todos os lados, enquanto tenho mais controle com minha cadeira. Nos os percursos de neve há uma área de escape que, por mais dura que seja, não rala. Esta é a forma mais próxima de simular os movimentos. Outro desafio é administrar o espaço com outros atletas, a entrada e saída de veículos no estacionamento. Já estamos meio acostumados a driblar os carros, mas com certeza não é tão seguro. Quem opta por praticar esporte outdoor corre o mesmo risco que triatletas e ciclistas que treinam na estrada.
Comitê Paralímpico se antecipa e dá vaga
Fernando Aranha paraciclismo (Foto: Arquivo Pessoal)
Fernando (esq.) é multicampeão brasileiro no
ciclismo e no atletismo adaptado (Arquivo Pessoal)
Paraplégico desde os dois anos de idade em decorrência da poliomielite, Fernando começou a praticar esportes adaptados no internato para deficientes em que cresceu. A primeira experiência foi com o basquete em cadeira de rodas, que praticou por 10 anos. Quando teve que conciliar trabalho e estudo, partiu para o atletismo, já que a modalidade individual permitia maior flexibilidade de horários. Nas provas de rua, o resultado foi rápido e expressivo, com três títulos da maratona de São Paulo e cinco da São Silvestre.
A prática do ciclismo e do paratriatlo ampliaram a lista de conquistas de Fernando. Na bicicleta adaptada, ele possui oito títulos nacionais. Na prova combinada, é bicampeão brasileiro. Mas a experiência não foi suficiente para lhe permitir viver apenas do esporte. Com apoio apenas de uma academia de ginástica, ele só ganha maior suporte das confederações durante as viagens para competir.
- Para os custos relacionados às viagens, principalmente as internacionais, tenho tido apoio das confederações. Parece muito bom, mas é pouco porque é esporádico, porque, no dia a dia de treinos que eu preciso para ir bem nas provas, não tenho o respaldo. Isso me deixa um pouco balançado. Mas continuo trabalhando, faz parte. Acredito que não seja muito diferente da rotina de tantos outros atletas.
esqui cross country Fernando Aranha paralímpico e Leandro Ribela (Foto: CBDN)Fernando Aranha e Leandro Ribela, técnico que o ajuda no projeto de migração para a neve (Foto: CBDN)
Para ir a Sochi e disputar sua primeira edição das Olimpíadas, Fernando precisaria atingir a marca de 180 pontos exigido na classificação do cross country. Com 185 (quanto menos pontos, melhor o desempenho), ele chegou perto da vaga. Ele buscaria, no Canadá, no fim de novembro, o índice mais uma vez. Mas o Comitê Paralímpico internacional se antecipou e convidou o Brasil para a disputa. Aos 35 anos, ele recebeu o wild card por ser o principal nome do país na modalidade.


- É um momento histórico. Essa parceria bastante afinada fez o resultado aparecer. Então quero dar parabéns à CBDN, na figura do presidente Stefano Arnhold, e, principalmente, ao atletas André e Fernando. Parecia um sonho distante, mas agora se tornou realidade - disse o presidente do CPB, Andrew Parsons.

Postagens mais visitadas