23 de jan. de 2019

Companhia Pulsar, a mais bela, linda forma de se integrar



André Nóbrega

   A arte como ferramenta de inclusão, tendo na dança um norte,  um princípio mobilizador.Uma vez convidado a participar, você percebe, enxerga, expande as formas de expressão, enumeradas pelo seu corpo, com uma outra função.Novas demarcações, infinitas e bem vindas operacionalidades. 
   Desde setembro do ano passado, às segundas-feiras, no teatro Cacilda Becker, observo a materialização de vários milagres.A companhia de dança Pulsar, permite, disponibiliza aos alunos com deficiência uma prática de espelhamento.
  Somos colididos, de imediato, por uma essência reparadora.Forte senso de pertencimento,alinhavada, pela atmosfera de solidariedade,comuns às aulas.Bailarinos do improvável, acostumados ao tom pantanoso das impossibilidades, encontramos nas aulas uma janela.
   Pouco importa o tipo de deficiência.Acima de tudo, fica claro discernir, perceber, pelas aulas da Cia, que cada corpo é um dicionário.Tem uma métrica, um ritmo e uma escrita própria.A dança é o nosso idioma. 
  O trabalho desenvolvido pela coreógrafa, dançarina Teresa Taquechel, é uma bússola.Um guia vistoso de afirmação. A Cia Pulsar, no Rio de Janeiro, imprime uma acessibilidade redentora, por operar numa zona de acesso rara.
   Contraria os impedimentos físicos , os padrões, aceita a diferença e consagra as imperfeições.Somos todos dançarinos, avançamos, juntos, até poder sintonizar a mesma harmonia.
     Convido vocês a conhecerem este excelente, inovador trabalho.



Um abraço para todos.
A vida é bela, Deus é bom!


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