23 de abr. de 2019

Por uma união pró-causa, para além das denominações de coxinhas e mortadelas



Urge, em meio ao tintilar de notícias urgentes, calamitosas, por deporem contra os poucos direitos por nós conseguidos, uma reflexão.
O próximo passo, a reação consequente diante do momento, será um teste para todos nós. Cederemos a revolta, a cólera pura e simples, enquanto conquistas são suspensas?
Sem a chance de defesa, para exercer o contraditório, reparar uma injustiça histórica, bárbara, demolidora de prerrogativas essenciais, para a constituição da nossa luta, não teria talvez sangue, nem chance para escrever esse artigo. A arbitrariedade feita pelo governo atual, ao propor a extinção do CONADE, nocautearia boa parte do espírito, da esperança mantida, colocada, para  o futuro da causa.
Não é tanto pelo hábito já estabelecido, colocado, de cair após um golpe desferido. Para depois levantar, prosseguir. Quem tem alguma deficiência, no Brasil, costuma ter um sentido de direção alterado. Uma guia regido pelo não nos faz ser receosos, desconfiados ao testemunharmos a consolidação do sim.
Nenhum problema, ou reparo feito, para sermos vacinados contra promessas descabidas. Porém, quando nos tiram o remédio para garantir a própria imunidade, a tendência natural é que a doença antes erradicada volte a acontecer. E com um poder lesivo ainda maior
A resposta frente à possibilidade de extinção da CONADE está sendo marcante. Sentido de união política consolidado, em consonância com o propósito real, efetivo, a nos fazer militar pela inclusão, com força, vontade. E as matérias, as notícias vindas do front da nossa representatividade, sinalizam um recuo.
 Ao que parece o CONADE não será extinto. Nem o afã destruidor do presidente, o necessário apelo por reformas para reconfiguração do país, o enxugamento do Estado, propostos por sua equipe, conseguiram obstruir uma constatação óbvia.
Temos um Conselho cujo funcionamento, alcance e efetividade, não pode ser diluído, num galope de insensatez, falta de razoabilidade. Embora essa tenha sido a marca, o carimbo de muitas manifestações atuais, nesses seis meses de desgoverno.
Prima então, uma necessidade de meditar, buscar na esquecida, enterrada arte do diálogo, um motivo para subsidiarmos o nosso futuro. Convicções políticas à parte, ideologias postas, desde que não afugentem, espantem o senso propositivo por organização.
Para erigir uma marcha necessária, a fim de que as nossas demandas sejam escutadas, nenhum ruído pode predominar sobre as proposições, comuns a todos.
No universo pouco conhecido, amparado das inúmeras deficiências conhecidas, qualquer amparo possível cintila. Com aquela propensão fantasiosa, solar de um astro rei, a possibilidade palpável de acabar por ser uma estrela cadente. Para não ficarmos orbitados pelo vácuo, siderados, pela impermanência de um buraco negro, a união não é somente indispensável. Sobremaneira, se consolida como um ato obrigatório.

Um abraço para todos,

André Nóbrega.



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