29 de jan de 2016

Pessoa com deficiência - Praia Acessível - Muito bom entrar no mar assim !



Lançado em 2010, o Programa Praia Acessível tem como objetivo oferecer equipamentos e tecnologia para que pessoas com deficiência possam usufruir da praia e do banho de mar com segurança e dignidade. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência é responsável pelo fornecimento das cadeiras, já a prefeitura, pelas equipes de suporte do programa. Os postos que oferecem as cadeiras nas praias contam com facilitadores para prestar atendimento e orientação.
As cadeiras anfíbias são feitas com um tipo de pneu especial, que permite superar a dificuldade de locomoção na areia, e também não afundam na água. Devido à sua altura, é possível o usuário entrar na água, em uma profundidade não perigosa no mar. Existe facilidade na transferência para a cadeira, que possui braços removíveis.
O projeto já foi implantado e está ativo nas praias de água salgada de São Sebastião, Ilhabela, Bertioga, Guarujá, Mongaguá, Caraguatatuba, Praia Grande, Itanhaém, Iguape, Cananéia e Mongaguá. Desde 2012, o Programa Praia Acessível está implantado nas praias de rio de Ilha Solteira, Arealva, Avaré, Fartura, Itapura, Panorama, Presidente Epitácio, Rifaina, Rosana, Santa Fé do Sul, Teodoro Sampaio, Martinópolis, Paraibuna, Miguelópolis, Caconde e Igaratá. O programa Praia acessível já beneficiou mais 25 mil pessoas com deficiência e pode ser utilizado por moradores ou visitantes da região. Futuramente, será levado a outras cidades.

MUSICA DO VÍDEO:
Easy Jam de Kevin MacLeod está licenciada sob uma licença Creative Commons Attribution https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

25 de jan de 2016

Conhecer a LBI é uma questão de honra

  
 Junto com a Lei Brasileira de Inclusão virão uma série de penalizações previstas .Teremos agora o anteparo da lei,o fundamento para requerermos a validade de muitos dos nossos direitos fundamentais.Porém,amigos,muita calma nessa hora.Passar da legalidade para realidade será um desafio.

 Porque nós vivemos em um país cheio de particularidades.Aqui,ocorre uma prática jurídica incomum:existe a lei que não ‘’pega’’.A LBI é bastante criteriosa em sua redação,é vista como uma conquista pela seriedade,o rigor com o qual ela prevê sanções contra várias condutas abusivas.

  Lembra daquela política praticada por planos de saúde particulares,na qual a pessoa com deficiência era obrigada a pagar uma taxa maior?Isso está proibido.Todos os teatros,cinemas,auditórios,ginásios de esporte,locais de espetáculo terão que reservar espaço para as pessoas com deficiência, em todos os seus setores .

 Aliás,as salas de cinema precisarão garantir às pessoas com deficiência recursos de acessibilidade em todas as sessões.Esses direitos mencionados,até serem efetivados,irão demorar um tempo.A adaptação dos espaços públicos vai demandar também muita presteza do poder público.E,com certeza,haverá algum tipo de represália por parte dos gestores dos planos privados de saúde.

  A Lei Brasileira de Inclusão é um divisor de águas.Um marco para a nossa luta.Porém,a melhor maneira de legitimarmos essa conquista é sermos cúmplices dos direitos nela instituídos.Precisamos estabelecer uma intimidade com os artigos que compõem a LBI.

  É necessário iniciar uma relação de fé com a profusão dos princípios ali instaurados.Ainda que nas vivências cotidianas isso ainda não conspire ao nosso favor,um rascunho do futuro começou a ser definido.Vivemos um momento histórico,com a implementação das bases de uma cidadania plena.

 Para requisitarmos novos parâmetros de acessibilidade,precisamos ser fiscais dos abusos,estarmos prontos para ouvir caras feias e aptos para encontrar soluções.Saber das resoluções da Lei Brasileira de Inclusão é uma questão de honra nossa.Um imperativo do novo viver.Começou em janeiro de 2016 uma outra etapa da nossa luta.

 Precisamos estar vigilantes,atentos e fazer cumprir o que a nós é garantido pela lei,mas que precisa ser fixado na prática.

 Aqui estão dois links para você conhecer a Lei Brasileira de Inclusão:


 Um abraço para todos,

 André Nóbrega.  


22 de jan de 2016

Pessoa com deficiência - Enquete no grupo do FaceBook .


O QUE VOCÊ ACHA DISSO ?
Em uma reunião onde participavam varias pessoas inclusive pessoas cegas, de repente um dos participantes escreve um "bilhetinho" em um "papelzinho" e esse papel corre na mão de quem enxerga e o cego.... excluído. 
AGORA PASMEM: A reunião tratava dos direitos das pessoas com deficiência e o que foi escrito no papel estava relacionado a pauta.
Em plena semana nacional dos direitos das pessoas com deficiência.
O QUE VOCÊ ACHA DISSO ?

Seja membro do nosso Grupo do FaceBook o maior do Brasil que fala exclusivamente sobre Pessoas com deficiência:

18 de jan de 2016

Sexta-feira no Circo Voador.

  
 Quando tive a minha lesão fiquei confinado a duas prisões. A primeira era definida pela abrupta limitação imposta ao meu corpo. O mundo exterior já não poderia mais ser descoberto,percebido como antes.Foram muitos meses nos quais a movimentação ficou bem restrita. De repente, não conseguia mexer quase nada do pescoço para baixo.Como resultado disso,eu fiquei sujeito a um segundo confinamento.Fiquei preso ao meu próprio corpo,diante de muitas lembranças de como a vida havia sido até então.
  
  Nos primeiros momentos após a lesão tudo foi muito difícil. Eu tive que desenhar em meu imaginário outro modelo de existência, até para conseguir suportar a nova realidade que me foi imposta. Um dos recursos usados era o de fechar os olhos, lembrar somente daqueles instantes de intensa felicidade.Foi feita uma edição, habitada somente pelos meus melhores momentos percorridos.
  
  Outra coisa fundamental foi a visita dos amigos, amigas e o apoio incondicional da família. Mesmo assim, o cotidiano me reservava privações,no mínimo,incômodas. Tomar banho,ir ao banheiro eram tarefas que eu não poderia fazer sozinho,por exemplo.
  
  Era comum eu ser aturdido pelo mesmo sonho, que quando eu acordava se materializava como um autêntico pesadelo. Por muitas noites,eu via o meu corpo correndo,levantando, a fazer tudo o que fazia até um tempo recente, antes da minha lesão. O pesadelo era ter que acordar e ficar paralisado diante da minha realidade.
  
  Passados quase sete anos foram muitos os ganhos físicos acumulados. Mesmo assim, ainda carrego comigo certas limitações.Essas barreiras,porém,mais têm a ver com uma perspectiva limitadora do que com a competência atlética de fazer ou não certas atividades.
  
  Por termos dificuldades para trafegarmos pela rua, usarmos o transporte público com segurança, conforto, nós acabamos por escolher as regiões mais seguras para andarmos. O que é uma decisão pertinente, tendo em vista que a falta de acessibilidade de certos locais nos coloca em perigo. Mas ir sempre aos mesmos lugares também não enche o saco?Não temos o direito de arriscarmos e conhecermos novas opções de lazer?
  
  Na última sexta-feira eu fui presenteado. Consegui voltar ao Circo Voador, assistir a um show da melhor qualidade, na companhia de amigos referenciais em minha vida. Para o Rio de Janeiro, o Circo Voador é um local sagrado. E isso ocorre não somente pelas atrações que ali se apresentam, mas pelo clima obrigatório de alegria, bem estar com os quais a plateia fica imediatamente elevada.
  
  Fazia uns nove anos que eu não ia ao Circo. Não considerava mais esse recanto da diversão em minha rota particular. Julgava que seria difícil de chegar, muito complicado permanecer no lugar, e improvável conseguir me divertir lá como fazia antes.
   
  Estava enganado. Nada obstruiu o meu prazer. A chuva não atrapalhou, a galera que se reunia nos lugares cobertos mais me acolhia do que atrapalhava. O uso do banheiro adaptado era garantido, salvaguardado pelos funcionários do Circo. Nenhum esbarrão foi capaz de diminuir o meu entusiasmo. O sorriso estampado configurava o fim de uma era.
  
  Algumas crenças têm o poder de nos engessar, conseguem tolher as nossas capacidades e obscurecer as nossas potencialidades mais incríveis. E tão sagrado quanto o direito de ir e vir é o dever de brindarmos à vida.

   É fato que temos uma penca de limitações, que os cuidados a serem tomados precisam ser redobrados. No entanto, a precaução jamais pode tolher o nosso desejo por diversão nova. Quando o tédio bater as nossas rodas, precisamos ser tão cuidadosos quanto aventureiros.
  
 Porque o poder das surpresas pode ser reparador. Na última sexta-feira, eu pude reencontrar uma antiga vizinha que é sinônimo de celebração.Ela,além de ter uma alma de trio elétrico,é alguém capaz de sempre elevar os ambientes,contagiar os amigos com a sua presença.

  Quando penso na última sexta-feira no Circo Voador fica uma certeza. As portas da prisão já estavam abertas fazia um bom tempo. A verdade é que eu me contentava em ir ao pátio, e depois tomar algum banho de sol diário. A liberdade das ruas,embora algo possível,não foi ainda alcançada de forma plena.
  
 Nós temos muitas prisões para escaparmos. E cumprimos muitas penas movidas por suposições. A limitação física não define quem a gente é,talvez,indique a necessidade de cuidado para percorrermos certos caminhos.E ser precavido não nos impede de usufruir a riqueza da existência, só nos obriga a sermos criativos e a andarmos com pessoas especiais, que além de gostarem da  gente,tenham essa intimidade com a vida.
  
  Não posso acabar o texto sem agradecer ao Cafi, a Deborah Colker e a Bá Rosalinski pela luz , por me ajudarem a sair de uma prisão que eu não pretendo voltar nunca,mas nunca mais mesmo.
  
  Um abraço para todos,
  
  André Nóbrega.
  

15 de jan de 2016

Acampando em Caraguatatuba-SP - Pessoa com deficiência


No dia 9 de janeiro de 2016 resolvemos fazer uma pequena viajem para descansar um pouco e escolhemos irmos para a praia; Fomos para São Sebastião-SP onde tem várias praias lindas, entre elas a Praia Grande que inclusive tem o projeto praia acessível com equipamentos e monitores preparados para receberem as pessoas com deficiência, infelizmente a praia estava muito lotada e não pudemos nem curtir a água (por opção), Partimos para Maresias e depois voltamos para Caraguatatuba onde ficamos acampados até o dia seguinte 10/01/2016.
Dormimos ao som de uma forte chuva mas graças a Deus não tivemos problemas já que o Camping oferece uma estrutura que protege a barraca.
VEJA O VÍDEO

10 de jan de 2016

Novidades 2016 do Canal Pessoa com deficiência

Professora Maria Gorete Cortez de Assis fará vídeos sobre Educação Especial para o canal Pessoa com Deficiência

A bruxa que separa as pedras portuguesas

   
  Existe uma bruxa maldita, doida para me derrubar. O feitiço dessa velha não consiste em poções feitas, boa noites cinderelas distribuídos às almas desavisadas, ou rasantes panorâmicos com a vassoura feita para me atropelar. Não, de forma alguma. O poder maligno dessa senhora se apresenta de outra forma.

   Ela tem uma aparência muito mais assustadora das criaturas enrugadas, narigudas dos filmes da nossa infância. O mal que falo aqui é diferente da feiticeira que se transformava em cobra, estava fechada com o capiroto ,e que aparecia no primeiro filme do Conan.A desgraça é ainda pior do que o botox vencido, mostrado pelas apresentadoras de certos programas da TV, durante as tardes. Falo aqui de uma maldição presente à minha vida diária: a bruxa que tira as pedras portuguesas do lugar.

   Porque não é possível. Só pode ser algo sobrenatural haver tantas calçadas assim, mal conservadas, em qualquer lugar, por todos os cantos onde eu passe. A bruxa sabe os lugares pelos quais transito, e com diabólica antecedência. Por isso, trata de atrapalhar o meu caminho. Enquanto não me ver esborrachado no chão, a senhora não vai sossegar.

   Não basta apresentar um caminho difícil, é sempre possível piorá-lo, também. Pois a rua simplesmente complicada pelas pedras portuguesas pode, de repente, virar uma corrida com mais emoção do que qualquer Fórmula 1.Basta chover.E,se quando estiver na rua,logo depois de ter começado uma chuva,eu precise passar por um lugar com pedras portuguesas,você ,então, já sabe quem planejou tudo.Não me surpreenderei se um dia desses,junto com um trovão, eu ouvir uma risada diabólica.

  Tal como a caipirinha, o samba e a jabuticaba, a bruxa que separa as pedras portuguesas é uma característica do Brasil. Ao que saiba, pelas informações por mim recebidas, o asfaltamento de tais pedras em Portugal é diferente. Pelo que consta, as ruas com pedras portuguesas de lá não possuem o mesmo desnivelamento, a falta de cuidado e manutenção das pedras que aqui no Brasil existem.

  Desde então, com o intuito de quebrar o feitiço, tirar a influência dessa presença sempre mal intencionada, que me acompanha sempre, eu adotei uma postura radical.Eu parei de contar piadas a tratarem o Manuel,o Joaquim e a Maria como personagens. Vai que dá certo?

    Uma medida mágica, mas que deveria ser obrigatória seria a de contar com o esforço do poder público. Daí, talvez, de forma séria, contundente pudesse adotar um sistema geral de padronização das calçadas. Tornar a circulação das pessoas uma coisa mais amena, sem que o inconveniente de tantos espaços ruins, difíceis de andar impeça o direito sagrado (e garantido pela Constituição) de ir e vir.

  Eu uso andador e já reclamo da bruxa. Agora, imaginem com o que precisam lidar os cadeirantes, as pessoas com deficiência visual e os idosos com idade bem avançada que circulam pelas cidades brasileiras?Mulheres com salto alto, mães a conduzirem carrinhos de bebês também sentem os feitiços da bruxa que separa as pedras portuguesas.

  E aos amigos que jogam aquele futebol nos finais de semana, cuidado com as dividas, por favor. Qualquer torção no tornozelo sujeita a imobilização parcial da área machucada, se for feita por algum gesso ou tala vai alterar a sua maneira de andar.Aí,então,muito cuidado. Redobre a atenção ao atravessar as ruas e dobrar as esquinas. A bruxa está sempre alerta, esperando por qualquer vacilo seu.

 Creditar a precária condição de acessibilidade ao sobrenatural pode funcionar aqui, para uma crônica. A realidade se impõe de forma bem mais drástica e crua. Mas qual quadro é o mais fantasioso: um mundo paralelo ,habitado por seres fantásticos que atrapalham a manutenção das calçadas ou uma realidade feita por ruas que me integrem ,permita que eu ande para onde quiser, sem me preocupar?

 Ainda creio na integração plena, efetiva das pessoas com deficiência. Mesmo que algumas vezes isso me lembre dum enredo consolidado por divagações, e devaneios, feito o brilhante cenário relatado no romance ‘’Pedro Páramo’’,do escritor mexicano Juan Rulfo.
  
  A leitura dessa obra foi fundamental para inspirar o Gabriel Garcia Marquez.Após isso, o escritor colombiano,ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1982,encontrou novo fôlego ,uma súbita inspiração para prosseguir com a sua carreira como romancista. Garcia Marquez encabeçou um período da literatura conhecido como realismo fantástico.
  
 Que a gente nunca perca o prumo para construir novos caminhos, por mais encrencada, habitada por inevitáveis empecilhos a nossa estrada se apresente.
  
  Um abraço para todos,

  
   André Nóbrega.


2 de jan de 2016

Independência , sem emoção , nem sorte .

  
 Um viva para o Estatuto da Pessoa com Deficiência !


  Amigos de luta, temos motivos de sobra para nos indignarmos. A vontade de mudar, melhorar as nossas vidas, brigarmos por melhores condições de acessibilidade, dá ao sentimento de revolta uma legitimidade. As conquistas derivadas da luta pela inclusão no país têm aparecido. Aos poucos, a acessibilidade vem ganhando um contorno na pauta da política nacional. A partir de hoje, dia 02/01/16, passa a entrar em vigor a Lei Brasileira de Inclusão.

   Estamos diante de um passo considerável, um gol de placa marcado a nosso favor. Porque quando o Direito oficializa uma conquista desse porte, estipula no formato da lei as condutas com as quais os agentes públicos irão criar políticas específicas, ministradas de acordo com as nossas demandas. Porque ,a partir disso, teremos uma base para as futuras cobranças a serem feitas.
 
  O texto da Lei Brasileira de Inclusão  determina, por exemplo, que 3% das casas construídas pelos programas de habitação do governo sejam destinadas às pessoas com deficiência. Ou seja, o ‘’ Minha Casa ,Minha Vida’’ agora terá que abrigar espaço para as nossa rodas , também .Ainda consta do Estatuto uma previsão de auxílio-reclusão às pessoas com deficiência grave ou moderada .
 
  A partir de hoje, quem estacionar indevidamente em vaga especial será penalizado com multa de 129 reais, além de perder quatro pontos na carteira de motorista.,De acordo com a legislação de trânsito,tal falta é classificada como sendo uma infração grave.

  Nas escolas a negativa de matrícula será classificada como crime.Não caberá mais ao diretor das instituições de ensino a prerrogativa de recusar a inclusão do aluno com deficiência nas salas de aula. Pela Lei Brasileira de Inclusão, tal conduta será caracterizada como ato criminoso .Então,restará ao diretor da escola receber as devidas sansões penais, previstas caso a negativa de matrícula se confirmar.
  
  Inclusive, a escola brasileira precisará passar por uma intensa reformulação. Existe um movimento de reação advindo de algumas associações das escolas particulares espalhadas pelo país.Muitos classificam algumas determinações como arbitrárias.
 
   O fato é o que o espaço físico das instituições de ensino necessitará realizar amplas reformas a fim de abrigar os alunos com deficiência que nela estudarem. Além disso, a obrigatoriedade da existência do ledor nas salas de aula também se evoca como um dos direitos conquistados, que finalmente se tornam reconhecidos pela Lei Brasileira de Inclusão para todos nós.

   Porque a existência de um profissional competente,cuja missão é a de passar os conteúdos passados em sala de sala  aos beneficiados por esse direito é fundamental.

  Devemos a Deputada Federal Mara Gabrilli , do PSDB –SP , um sincero apreço pelo brilhante trabalho ao escrever  , formular o texto do Estatuto . Também temos de aplaudir os esforços do Senador Romário Faria, do PSB-RJ , responsável pela tramitação do Estatuto junto ao Senado .

  Porém , a estrada apenas  acabou de ser  liberada . Nós precisamos pavimentar os futuros passos dessa caminhada com cuidado, assumirmos cada vez mais a função de fiscalizar, requerer mais eficácia dos órgãos públicos no cumprimento de assuntos circunstanciais à nossa causa .

  Talvez, demore um pouco até que as intenções elaboradas nesse texto adquiram um aspecto de mudança real. Talvez ainda custe até que a normas estabelecidas para nos atender sejam capazes de assumir uma função reorganizadora na nossa vida.
 
  Se pensarmos nas ruas a serem pavimentadas, nos buracos das calçadas, o conjunto de normas e regras estipulados pela Lei Brasileira de Inclusão não atine ainda para tantas festividades.Já li alguns juristas dizerem  que as conquistas previstas pela Lei só serão absorvidas, inseridas no nosso cotidiano daqui há doze anos.

  Porque são tantas as reivindicações pautadas que a sociedade civil precisará de um tempo para absorvê-las.Isso prova o quanto os fundamentos, os benefeícios que adquirimos pela norma nos serão revolucionários.E não custa lembrar:toda e qualquer mudança significativa na vida de um país, obrigatoriamente passa pelo reconhecimento legal do Estado.

  Portanto, mãos à obra, sempre teremos muito trabalho para fazer valer nossa cidadania de forma plena . 

  Sigamos adiante, fortes, porque precisamos conseguir a nossa independência, termos o direito de atravessar as ruas sem estarmos sujeitos a grandes emoções, e nem contarmos com a sorte para nos equilibrarmos nas calçadas.

 A LBI(Lei Brasileira de Inclusão) reafirma a acessibilidade como o rumo de um caminho inevitável.

 Neste histórico início de ano,brindemos a isso.

 Um abraço para todos ,

André Nóbrega.


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